sábado, 28 de maio de 2011

Entendendo as diferenças entre Coaching e Psicoterapia


O desenvolvimento humano é infinito e existem vários métodos para acelerar esse processo. Dentro deste universo, quero falar sobre a Psicoterapia e o Coaching. Como são áreas muito próximas e o Coaching relativamente pouco conhecido, é comum haver uma confusão entre ambos.

Quais as diferenças entre os dois?

Inicialmente, a Psicoterapia aborda o ponto de vista mais intrínseco e emocional. Já o Coaching objetiva um resultado mais pragmático e focado em uma meta.  

Diversos estudos apontam outras diferenças ainda entre Coaching e Psicoterapia, que são mais claramente percebidas em relação aos objetivos e públicos alvos. Por outro lado, em relação ao formato dos atendimentos, os dois são semelhantes: sessões individuais em encontros semanais com duração de cerca de 50 minutos.


O Coaching é orientado para o objetivo futuro e encoraja o cliente a obter novas conquistas e realizações, tanto na vida pessoal quando profissional, focando performance e desenvolvimento. O coaching não tem objetivo terapêutico, sendo geralmente procurado por pessoas que querem ajuda para atingir metas  e desenvolver-se em competências específicas.


A Psicoterapia tem por objetivo cuidar das questões emocionais, afetivas e comportamentais. A partir da ampliação do auto conhecimento e a resignificação de situações sentidas e ou vividas, é possível ajudar o cliente/paciente a mudar padrões de comportamento que estão mantendo seus problemas e dificuldades atuais, trazendo assim outras maneiras de lidar com suas dificuldades emocionais.

Outra diferença clara é que, no Coaching, existe um número fechado de sessões com prazo definido de término. Já no caso da Psicoterapia, esse tempo é flexível, tendo em vista o tratamento de emoções, traumas e afetividade.

É importante observar que muitos clientes tem se beneficiado em participar dos dois processos, pois um não invalida o outro, pelo contrário, em vários casos eles se complementam. Por exemplo, clientes de Psicoterapia que estão se reestabelecendo de depressão e desejam reestruturar suas carreiras prejudicas pelos seus sintomas, podem se beneficiar do Coaching.

Assim como clientes de Coaching que não conseguem avançar em seus objetivos por questões como quadro depressivo, ansiedade exagerada, fobia social, baixa auto-estima, entre outras, podem se beneficiar da Psicoterapia.

Um último ponto importante é o que trata dos profissionais que oferecem estes processos. Na Psicoterapia, o profissional é o psicólogo que necessita de uma formação acadêmica e estar vinculado ao CRP (Conselho Regional de Psicologia). Para trabalhar com Coaching, o profissional necessita de uma certificação em instituições autorizadas, sem necessariamente ter uma formação acadêmica na área.

Em todos os casos, você deve perceber que um não invalida o outro, nem um é evolução do outro. A Psicoterapia é uma ciência e o Coaching é uma importante ferramenta. Ambos  podem ajudar o desenvolvimento humano.

LEILA MARTINS

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Novidades no mundo da Educação Corporativa

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Quais são suas ferramentas?

"Não somos apenas o que pensamos ser. Somos mais; somos também o que lembramos e aquilo de que nos esquecemos; somos as palavras que trocamos, os enganos que cometemos, os impulsos a que cedemos, sem querer." (Sigmund Freud)
"É curioso não saber dizer quem sou." (Clarice Lispector)

Quem sou eu? Em algum momento em nossas vidas, essa grande e profunda questão começou a incomodar, não foi?  Se ainda não, talvez esse texto desperte algo agora.

A impressão é que nunca sabemos quem somos de verdade e, mesmo com o tempo e alguma ajuda, ainda assim, entendemos apenas parte do que somos feitos.

O que é fato é que quanto mais sabemos de nossos “ingredientes”, cores, traços e sombras, mais poderemos ir além do que pensamos ser.

E porque não podemos considerar que somos, sim, uma obra de arte que tem personalidade, traços exclusivos, às vezes com cores, outras vezes preto e branco? Parte do que somos é interpretação de quem vê, de quem se relaciona conosco, nos sentem. É assim mesmo, como uma obra de arte.

Somos feitos de pensamentos que construímos a respeito de nós, das pessoas, da opinião dos outros a respeito de nós e, com isso, pensamos saber como o mundo nos vê.

O que você sabe de si mesmo? Conhece todas suas fortalezas? O que pensam as pessoas a seu respeito?

Normalmente, as pessoas acreditam que devem conhecer a si mesmas para  entender, na verdade, as suas fraquezas. Fraquezas também fazem parte do nosso "EU", portanto, devemos saber sim sobre elas. Mas, e quanto nos preocupamos em conhecer nossas fortalezas, nossas características que são traços de nossa personalidade, que nos diferem?

Ao aprofundar esse caminho do autoconhecimento, vamos encontrar os dois lados: fraquezas e fortalezas, e é disso que, ao final das contas, somos feitos.

E você, agora, pode se perguntar: "O que é uma fortaleza? Fortaleza pra quem?

Acredito que fortalezas são as características que são nossas, naturais, que nos colocam no caminho de nossa essência,  que nos fazem ir para frente, na busca de nossos sonhos e que é possível usá-las, assim, sem esforço.

E as fraquezas?

Algumas de nossas fraquezas são passíveis de serem desenvolvidas, melhoradas ou adaptadas. Outras, simplesmente merecem nosso conhecimento e esforço em tentar amenizá-las, nos momentos em que possam atrapalhar nossos caminhos e relações.

Como disse Clarice Lispector: "Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”

Conhecer a nossa CAIXA DE FERRAMENTAS é essencial. Somente assim, poderemos abrir esta caixa e escolher qual ou quais ferramentas usaremos para determinada situação e qual deixaremos mais no fundo da caixa, pois não é interessante naquele momento.

Já pensou em usar uma fraqueza ao abrir a sua caixa de ferramentas? Uma fraqueza que, em determinada situação, poderá se transformar em fortaleza? Pense nisso...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Rede Social

O tema do momento: Você tem Facebook? Twitter? Orkut? blog?
Bem, essas são perguntas que, hoje, surgem em qualquer bate-papo, quando pessoas se conhecem no trabalho, na "balada", no colégio ou faculdade. E o que acontece quando alguém diz que não tem nada disso? "Não? Como assim?”, é quase uma pergunta padrão.
Outro dia, num desses programas de discussões da televisão, as Redes Sociais eram o tema, até por conta do filme que recebe ótimas críticas. (Só um parêntese: Incrível como os filmes que relatam realidade tem sido os campeões de bilheteria, o que será que mudou em nosso interesse no momento do entretenimento?).
O que fez as pessoas gostarem tanto e se identificarem com a dinâmica do Facebook e Twitter?

Muito se diz sobre um desejo de auto-afirmação, uma necessidade de saber o quanto se é popular, ausência de privacidade, exibicionismo, geração de oportunidades de negócio, lugar para reencontrar e conectar amigos, local de reflexões e propagação de causas sociais. A lista de razões é enorme.
Acredito que é tudo isso e muito mais. São ferramentas e, portanto todos podem usá-las como bem entenderem, no momento em que quiserem.
Uma constatação recente é que existem os totalmente resistentes às redes sociais, sem nunca tê-las acessado de fato, existem também aqueles que entraram para “dizer que tem, mas não acessam nunca” e aqueles que entraram e utilizam frequentemente.
Esse caminho não tem mais volta. Existe, em algumas empresas, a profissão de monitoramento das redes sociais. É inquestionável o retorno que as redes possibilitam de oportunidades de negócio.
Nossos amigos, filhos, colegas de trabalho e nós mesmos, já estamos inseridos nesse contexto da conexão e não quer dizer que devemos entrar no Twitter amanhã e ficar escrevendo tudo que estamos fazendo. Mas devemos, antes de tudo, entender, pensar e depois sim, decidir utilizar ou não. O perigo é quando nos rendemos às ferramentas simplesmente pela pressão do meio ou pelo modismo.
Outra situação que pode ser equivocada é culpar o meio pelos fatos e comportamentos. Ontem vi uma notícia que uma gangue foi presa por planejar uma briga pela internet. Quer dizer que se fosse por outro meio, que não a internet, eles não seriam presos? Ou então se a briga tivesse ocorrido, mas tivesse sido combinada por telefone, não valeria a notícia? Indo mais longe: devemos então abrir prisão virtual para prendermos avatares, iPhones, emails, logins e redes sociais? Ora, não são as pessoas que decidem como usar as ferramentas? Um revólver dispara sozinho?
Uma coisa é certa, em todas essas ferramentas é você quem decide o quanto quer manter de sua privacidade. Não precisa ter medo. Primeiro, entenda o mecanismo e coloque o limite de compartilhamento necessário para sua realidade e comportamento.
Sempre encaro tudo que surge como oportunidade e quero sempre estar “antenada”, mesmo que seja para decidir que não quero. O que tenho certeza é que primeiro vou entender e refletir, antes de tomar qualquer decisão.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A Travessia...

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos". (Fernando Pessoa)

Primeiro, precisamos perceber o momento de fazer a travessia. Raramente, o mundo nos apresenta as mudanças aos poucos nos dando tempo de fazer essa migração interna. Muitas vezes, a necessidade de mudar, vem assim meio de "sopetão". Para irmos em frente, temos que atravessar, é inevitável, se não, ficamos estagnados em nossos medos e crenças.

O novo sempre nos traz medo por não saber. Esse medo vem sempre carregado de crenças que podem nos estagnar mas, ao mesmo tempo, vem carregado também de curiosidade. Contudo, temos uma tendência em pensar no que iremos perder com a travessia e não no que pode ser bom, nas oportunidades que podem surgir.

Temos crenças que nos impulsionam, mas outras nos imobilizam.
Será que suas crenças são motivadoras ou sabotadoras de seus sonhos e objetivos?

Não ter consciência do que nos impulsiona e também do que nos freia,  pode nos fazer ir em frente mecanicamente. Talvez, teremos que parar obrigatoriamente em algum momento do caminho para ajustar a rota e de fato entender.
Isso é muito comum na carreira: escolhemos os caminhos profissionais, as vezes muito jovens, baseados em ideais, pessoas que admiramos ou até numa certa influência de nossos pais.
Um pouco mais tarde, pode ocorrer uma sensação de estar no trajeto de outra pessoa, parecendo não ser a nossa própria escolha. Nesse momento, aparecem as crises, conflitos internos, porque muitas vezes estamos "bem sucedidos" financeiramente ou na carreira, mas ainda assim não nos sentimos donos dessa história.

É aí que entra, em primeira estância, nosso auto-conhecimento, a ponto de entender nossas forças, nossas fraquezas, aceitá-las e lutar contra nossas crenças que nos imobilizam para atravessarmos ao outro lado do rio e buscar o que verdadeiramente queremos fazer e ser.

Todos passamos, o tempo todo, por momentos de renovação, mudanças, de deixar o velho para entrar o novo, morte e nascimento.

Esse caminho da travessia é o mais intenso nos quesitos sentimentos e aprendizado.

Desapegar da roupa velha, da velha crença, é como matá-la, o que não é fácil, pois parece nos tirar certezas, que de certa forma, nos dão uma pseudo segurança. Instintivamente, vamos seguir crenças de situações que aparentemente deram certo. Isso é a sobrevivência, mas não há evolução se não tivermos coragem para matar, jogar fora e permitir o renascimento, a renovação e o crescimento pessoal.

Todos podemos passar por essas dúvidas e mudanças de rota. Mas o que fará verdadeiramente a diferença é o quanto conhecemos de nossa essência para acelerar nosso crescimento como pessoas e, consequentemente, como profissionais, pais, filhos, maridos e esposas.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ VIDA!

 Que tenhamos todos os dias,  independente do ano,  um sentimento de entrega às pessoas e às situações,  nos permitindo vivenciar e sentir. Que a verdade esteja em todos os nossos pensamentos e atos. Que SER seja mais importante que TER.
Feliz Vida pra todos!

 (Leila Martins, 29/12/2010)

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Ondas...

Hoje fiz minha última sessão de análise do ano: ondas e o sufocamento. O tema surgiu porque trouxe a tona meus sonhos recorrentes com ondas do mar. Fiquei pensando em todos os tipos de ondas, energéticas, magnéticas, do rádio, de boatos, da moda, digital, etc. E os momentos da nossa vida estão diretamente ligados a todas essas ondas.
Outro dia, sonhei que estava num navio e que ele virou de ponta cabeça, senti a água chegando em mim e comecei a ficar "sufocada". Nesse momento, me dei conta que essa palavra e essa sensação estavam presentes nos últimos tempos e ainda estão em coisas que eu  tenho dito.
Mas logicamente não vou usar esse espaço para compartilhar minha sessão, nem muito menos as conexões que pude experimentar com muita emoção, mas quero compartilhar as analogias que surgem através de um sonho e podem se desdobrar em pequenos ou grandes "insights". Ter um momento onde você revisita suas sensações, redefine pensamentos e se liberta de algumas emoções gera um sentimento de estar pleno, em profunda conexão com sua essência e acessando algo que estava lá no inconsciente, distante, numa remota possibilidade de um dia ser alcançado.
Felizes as pessoas que fazem terapia e vivenciam momentos especiais como esse.
Bem, se precisar de uma terapeuta - martins_leila@hotmail.com

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A vida precisa ser comemorada!!!

Qual foi a última vez que celebrou uma conquista? A celebração só deve acontecer para grandes acontecimentos?

Bem, isso é algo que falamos na teoria, mas na prática, deixamos para amanhã. Mas temos que comemorar até mesmo as pequenas coisas, o quadro novo na parede, um projeto entregue, desde as pequenas até as grandes conquistas devem ser celebradas, até mesmo ter acordado com saúde, celebrar sua família, seus amigos, seu cachorro!!

Celebre sempre, merecemos isso! Construa esse ciclo de celebração e mantenha vivo!

Compartilho uma música que representa isso desde a minha formação como Coach.

Acesse esse link e comemore a vida!